PERGUNTA A ...
 
 
     
Simão Ribeiro
 
João Cardoso
Simão, visto que esta deverá ser a tua última UV, no próximo ano pensas em ir ao Seixal?
seria um desafio interessante. se me acompanhares pensarei no assunto :) caso contrario, temo que esteja fora das minhas prioridades!
Miguel Ferreira
Sr. Deputado Simão Ribeiro, qual o sentimento de estar a viver a sua última UV?
sentimento agridoce. orgulho e saudade... sentido de missão cumprida e de mais uma etapa ultrapassada na minha vida. em todo o caso, esse mesmo sentimento, seja ele adjetivado como for, é sempre, sempre intenso.
Inês Jacinto
Tendo chegado onde chegou, qual foi a maior dificuldade que ultrapassou?
Olá Inês! Essa é uma questão difícil de responder de uma forma sintética, no entanto, identificaria 2 desafios principais: - o primeiro desafio é o de me tentar superar e Auto motivar constantemente. na politica, assim como na sociedade e no mundo moderno onde vivemos, tudo acontece de forma muito rápida, vertiginosa até... saber manter o mesmo ritmo de trabalho e a mesma lucidez politica diariamente é um desafio constante e permanente. No dia em que não conseguir responder a este desafio, esse mesmo será o dia em que deixarei a vida politica pelo respeito que as pessoas me merecem. 2 desafio: o desafio de combater o politiques, o ataque gratuito, a baixa politica e ainda assim saber lidar com aquela velha máxima(injusta muitas vezes), "são todos iguais".
Rodrigo de Oliveira
Seria benéfico para Portugal um Estado que não interviesse tanto na Economia?
Eu acredito genuinamente num estado mais regulador do que num "estado ator" em termos económicos. Sou um fiel defensor da iniciativa privada como comportamento padrão da ação económica. Na minha opinião, o estado só deve intervir ( em termos de ação) em setores cuja oferta privada seja deficitária e estes mesmos setores sejam determinantes para o desenvolvimento da visão ou modelo de sociedade que queremos. E o que quero eu? quero um estado menos presente na vida das pessoas como agente económico assumindo um papel fiscalizador e regulador. Quero um estado garantistico de bens essenciais e estruturais como uma educação de qualidade e ação social, mas um estado sem preconceito em que este serviço publico possa ser prestado por privados...
Eduardo Fernandes
O que espera da juventude, já que a energia da mudança vem dessa constante renovação?
Espero isso mesmo... renovação... espero que venha o dia em que seja eu a pedir conselhos... espero que sejam sempre interventivos e sempre, sempre verdadeiramente livres... livre na ação, não condicionados no pensamento. livres daquilo que a sociedade possa pensar de vocês, livres daquilo que eu próprio possa pensar... e espero que no dia em que vos chamem ou apelidem de "jovens de mais", agradeçam o elogio e devolvam a inveja com ação, coragem, transparência e dedicação.
Sene Camará
Para um jovem de 31 anos, como é ser deputado num país gigante em termos históricos, como Portugal?
É, desde logo, uma enorme responsabilidade, a responsabilidade que todo o processo de decisão acarreta, a responsabilidade do peso histórico que referes, mas sobretudo a responsabilidade do não imobilismo, ou seja, a responsabilidade de ter o privilegio de continuar a escrever novos capítulos da historia.
João Casaca
Quem fala pelos Jovens na AR?
Dizer que alguém tem o monopólio de representação da juventude , ou dizer que alguém se arroga do direito único de falar pelos jovens, em sentido lato, é um erro... a jsd tem falado pelos jovens Portugueses na AR. A JSD fê-lo em inúmeros momentos: fê-lo quando se bateu contra o corporativismo das ordens profissionais, fê-lo quando se bateu pela revisão do regime de atribuição de bolsas de ação social no ensino superior. etc... mas sempre que alguém defende a transparência, o equilíbrio das contas publicas, a sustentabilidade do nosso país, esta a falar pelos jovens portugueses...
Zé Miguel Fialho
Tendo em conta o que já atingiu na sua carreira política, está satisfeito com o seu desempenho nos quadros políticos portugueses? E o que ambiciona conquistar atualmente, quais são os seus objetivos?
caro Zé Miguel, não, não estou! No dia em que estiver satisfeito com o "meu desempenho", no dia em que deixar de ter causas para defender e lutar, nesse dia deixo a politica. porque esse será o dia em que já estarei a mais no exercício das minhas funções. posto isto, esteja onde estiver, faça eu o que fizer, o meu maior objetivo/desafio será sempre este: o da insatisfação permanente... o da busca constante ( como diria Paulo Coelho) "do caminho para Ítaca"
Pedro Carvalhais
O programa Parlamento dos Jovens será de facto uma iniciativa que faz com que os jovens acreditem e vejam com bons olhos a intervenção e ação política futuras ?
Caro Pedro, vamos por partes... fazer com que os jovens vejam com bons olhos a sua intervenção e ação Politica no futuro, na minha opinião, depende de múltiplos fatores e não apenas de um único de forma isolada. Depende muito da sua educação de base, depende muito dos bons e maus exemplos que teve ( e daí possa decorrer uma maior ou menor predisposição para o exercício de funções públicas e/ou uma maior repulsa), depende muito da capacidade que nós, enquanto país, tenhamos de formar a sociedade para uma cidadania "não idiota" mas sim, uma cidadania em pleno, uma cidadania "do Homem enquanto tal e não apenas como individuo", e, em ultima ratio, depende sempre da própria consciência cívica de cada um, cuja formação decorreu não de um princípio de "tábua rasa" mas do somatório de toda a sua interação com o meio em sociedade. quanto ao parlamento dos jovens em concreto, reconheço que este não será obviamente a "bala de prata" de resolução de todos os problemas de falta de participação e de intervenção cívica entre jovens (até porque há muito que defendo uma revisão curricular com vista a incorporação nos atuais curricula de conteúdos transversais que cumpram esse desígnio) mas entendo que ( se "feito" correta e seriamente) é mais uma ferramenta importante no fomento dessa participação ( dos poucos que temos), tal qual as formações politicas, debates, etc, cujo ex-libris é a UV ! ( modéstia a parte) :)
Miguel Lopes
Do teu ponto de vista, qual a melhor maneira de cativar os jovens para a política?
- liderar pelo exemplo, pugnar pela transparência e ética na vida politica, exigir uma reforma na organização interna dos partidos políticos que os torne mais facilmente percetíveis pela sociedade. ser verdadeiro, ser autentico e não vender "meias verdades " aos jovens. "falar a linguagem dos jovens e não o politiques. lutar por uma reforma da lei eleitoral. lutar por uma estratégia integrada de formação cívica no nosso pais ;) responsabilizar os jovens mais precocemente do que aquilo que hoje acontece. ( julgo que a sociedade hoje infantiliza a juventude - e não responsabiliza)